Já era tarde, naquele último dia de verão, ensolarado, passando uma sensação de cansasso de domingo. Os pequenos pássaros voavam ao redor do jardim enquanto ela via o Sol se por atrás das colinas. As flores pequenas e coloridas espalhavam um doce perfume, ao mesmo tempo que eram quase levadas pelo vento. O chapéu de palha e o vestido branco, a toalha xadrez e a cesta de pique-nique, era o retrato de uma garota do campo.Uma garota com a mente simples e pura como a brisa da manhã. Uma garota alegra e solitária, que sonhava com príncipes encantados que viriam a seu resgate e que esperava o amor. O amor mágico e devastador, as assustadoras batidas de coração, o enrrubrescimento, o ciúmes e as brigas , os beijos suaves, os tempestuosos, os tristes; de despedida, e os risonhos; de reencontro, e no final as crianças-SUAS crianças- correndo ao redor da casa com varanda , enquanto ela fazia o jantar esperando o marido. E um dia, bem distante no futuro, estaria ela, de cabelos brancos, olhando para aquele, que sempre foi seu grande amor, cruzando a eternidade lado à lado, de mãos dadas.
Mas o anos passaram, e a garotinha que sonhava com os príncipes não se deu conta de que teria que, cedo ou tarde, encarar a realidade. A dura(?) realidade, que não lhe apresenta príncipes, nem sapos, ou vilãs, apenas humanos, assim como ela, pessoas comuns, que tem o poder de trazer apenas parte da felicidade de sua vida, ou da tristeza, da decepção, ou do orgulho- o resto só depende de você.
Ninguém nunca disse, e ela nunca quis perceber, que as coisas não iriam ser como ela acreditava. E assim ela continuou a espera, a traçar pequenos planos, que formavam a colcha de retalhos do seus sonhos. Toda a sua vida seria baseada naqueles pequenos planos, que começaram a ser traçados ainda na infância.
E talvez, muito provavelmente, ela continuaria envolta naqueles sonhos infantis. Sim ela continuaria a sonhar com seu pequeno e perfeito mundinho, onde tudo se resumiria a sonhos e magias, e não haveria problema que não pudesse ser solucionado com o beijo de amor verdadeiro. Tudo continuaria assim... Se não fosse aquela última tarde de verão, com a suave brisa que vinha do leste e com a chegada daquele que representaria a destruição de tudo aquilo que ela conhecia e acreditava. Aquele que seria seria o outono da sua infância, e o pequeno inverno de sua adolescência, mas que certamente, seria toda a sua primavera.
Ele tinha olhos expressivos, um sorriso doce, mas que também podia ser assustador.Suas mãos eram grandes, e ela imaginava que seriam fortes o suficiente para machuca-la, mas que para sua surpresa mostraram-se gentis ao tocar seus pequenos dedos para depois beijar-lhes quando a cumprimentou. A boca que podia tanto mostrar afeto e assim faze-la feliz por dias, como podia ser sarcástica e faze-la chorar horas a fio era suave e ela imaginou, quando o viu parado na entrada da casa pela primeira vez, que teria gosto de maracujá.
Quando dançaram pela primeira vez em seu primeiro baile, quando pode usar o vestido de moça, branco e rosa, longo, ela realmente percebeu o quão alto ele era, e o quanto ela fazia com que ela se sentisse protegida.
No verão do ano seguinte, quando ele deitou no seu colo, após o pique-nique, ela pode perceber que o suave cabelo daquele anjo mau, que a fazia rir e chorar, que dizia que seus desejos eram infantis, mas que a levava todo domingo para chupar sorvete em sua sorveteria preferia realmente combinavam com ele; grossos e lisos, loiros, um anjo, deitado no seu colo.
Não ele nunca seria o princípe com quem ela sonhava, ele nunca seria suave ou gentil, nem diria o que ela esperava ouvir, não recitaria poemas, e raramente entenderia seu amor por obras e arte, ou a levaria nos seus amados museus. Muitas vezes ela iria ensina lo coisas simples, como cuidar das rosas no jardim, ou lidar com os assuntos domésticos, Muitas vezes ela se irritaria com os pequenos absurdos dele. Certamente morreria de ciúmes dos olhares femininos que se voltavam para ele ao entrarem no salão. Iria, com muita frequência, desejar ter ele só para si, e iria afasta-lo dos rapazes, com quem falava sobre jogos ou cavalos.Eles brigariam, muito, por que ela iria esperar o príncipe encantado de sua infância, e ele não toleraria as infantilidades dela, ou o comportamento bipolar que ela apresentava. Mas um ano havia sido suficiente para que ela percebesse que ele iria até o inferno por ela, que era único capaz de ouvi-la, entende-la, o único que iria ama-la por completo, que seria capaz de tolerar seu comportamento e que a encorajaria. E por mais difícil que fosse, ela seria a única que passaria por cima de tudo e de todos para que ele fosse feliz, mesmo que fosse para garantir a própria felicidade, que para ela só existia quando ele sorria. Ela queria ser a responsável pela felicidade dele, a única, e foi ai que ela mundo. Ela se tornou mais forte e mais apaixonada.
Ela descobriu que amar, amar de verdade, era muito mais do que enrrubrescer ou do que ter brigas e sofrer por amor. Ela percebeu que amar era sipilesmente sentir, sentir que só havia uma pessoa no mundo capaz de te fazer feliz. E então ela viu que os livros não estavam errados, mas que cada um tinha sua própria história de amor.A dela não tinha desmaios, ou lutas de espada, não tinha um coração acelerado 24horas por dia, e não tinha mãos derretendo ou fugas, e não tinha um beijo na chuva. Mas tinha ELE, tinha ele sussurrando eu te amo, tinha eles se beijando devagarinho enquanto ninguém via e o coração dela batendo mais rápido gradualmente, tinha aquela vontade incontrolável de ficar perto dele por horas e de conversar na madrugada, tinha eles rindo juntos de alguma coisa boba que um dos dois fez, tinha aquela cumplicidade que você só tem com o melhor amigo, tinha eles planejando o futuro, tinha brigas, tinha eles quase terminando muitas vezes, tinha ela querendo ir embora e ele fazendo de tudo para fazer ela ficar, tinha ela pedindo desculpas, tinha ela percebendo que nunca devia pensar em ir embora. Mas o importante mesmo é que tinha os dois.
Não, as coisas nunca foram como nos livros daquela garotinha solitária, sim muitas vezes ela se decepcionou, mas a maior parte do tempo foi repleto de boas memórias. As memórias que eles criaram era um livro para ela, um livro exclusivo e especial que ela podia ler quantas vezes quisesse, um livro com capítulos secretos às vezes, que ela não contaria nem sob pena de morte, com capítulos alegres e também com alguns tristes.
Mas mesmo sabendo que as coisas nunca mais seriam as mesmas daquele final de verão quando eles se conheceram, mesmo sabendo que a permanência dele na sua vida mudaria tudo para sempre ela não se arrependeu. Porque ele era melhor que qualquer livro, melhor que qualquer sonho, ele era só dela, porque para aquela garotinha a proteção daqueles braços e as incontáveis cores daqueles olhos eram tudo o que ela precisava para se sentir amada e segura. E porque no final ela era a princesa do livro, e ele era o príncipe, só que eles tinham criado a própria história. Porque no fim, foi como ela sempre sonhou, só que nunca tinha se dado conta.
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PS:essa é uma pequena história de uma garotinha solitária e de um príncipe de olhos com incontáveis cores . Essa história é um pouco e verdade e um pouquinho (muito ?) de imaginação. Essa garotinha escreveu essa história pensando em uma pessoa especial que ela conhece a anos e namora a quase dois kkk. Espero que ninguém ( como se alguém lesse esse blog kkk aff ) se incomode com isso, mas é uma espécie e declaração não oficial ( se ele ler kkk ).
Espero que alguém comente algo dessa vez, nem que seja um oi ! Eu ia ficar feliz! Desculpa pedir comentário quando eu nem escrevo com frequência, mas é que bate uma tristeza quando eu vejo que não tem comentário, mesmo que tenha uma visualização.
Desculpa o PS longo !!!
beijinhos =^u^=
あいしてる オッパ !!!
TE AMOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!
ResponderExcluirBrigada oppa !!!! Mas não vale só vc comenta né ?! kkk =^u^=/
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